quinta-feira, 31 de maio de 2012

Desfigurada





Cortei o meu rosto lançando-me de cara
Nos cacos de vidro
Secando os meus cortes com benzina
Meu coração de mulher vagarosa, pena
Na rapidez esvoaçante
De vitorias às avessas, casos circuncidados.
Paixões em vão
Só penso nisso, comigo mesma. -só nisso.
Nas discordâncias das flores com os vasos
E a Falta da falta...
Meu rosto lá atrás rasgado na calçada
-Quem mais fui?-
Tenho muitas mascaras, mas nenhuma delas
diz exatamente que sou.
E por crescer com tantas feridas
É que pensava ser carne, o que de fato era só vida.

(Yzzy Daniel Myers)

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